Como seria esta cidade sem rio? Coimbra não era concerteza. Porque não hveria hortas, nem campos. Nem a cobiça dos homens que duramente a conquistaram e a povoaram. Não haveria o Conde Sisnando. A Rainha Santa não teria feito da cidade mansão celeste no seu Convento de Santa Clara, Inês de Castro não teria pousado na Quinta que é chamda de suas Lágrimas e a mais linda história de amor contada em português não existiria. Não haveria o amor dos estudantes, Antónoo Nobre ficaria sem a Torre de Anto. O Choupal e o Penedo da Saudade não conheceriam o sabor de um beijo às escondidas. Ai! Coimbra!... Coimbra teria que existir para que os doutores continuem a cantá-la nos seus fados
Oh Coimbra do Mondego
e dos amores que eu lá tive [bis]
quem te não viu anda cego
quem te não ama não vive
quem te não viu anda cego
quem te não ama não vive
Do Choupal até à Lapa
foi Coimbra meus amores [bis]
e sombra da minha capa
deu no chão abriu em flores [bis]
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